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Dia das Crianças: brinquedo deve ter selo do Inmetro e idade adequada

Publicado dia 09/10/2019 às 12h44min
Saiba os cuidados e o que deve ser observado na hora de comprar os presentes para a garotada. Medidas ajudam a aproveitar melhor o produto

O Dia das Crianças está chegando e, com a proximidade da data, observamos uma correria desenfreada de pais, tios e avôs ansiosos para presentear os pequenos.

data deve movimentar o comércio, segundo a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), que estimativa um crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2018, no varejo paulistano.

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A vontade de agradar as crianças, que muitas vezes estão com a sugestão de brinquedo que deseja “na ponta da língua” pode levar o consumidor a não fazer uma boa escolha.

Muitos pais levam em consideração apenas o preço e a vontade do filho, que pode ser facilmente influenciado por um youtubers, digital influencer ou publicidade, segundo Marcus Vinicius Pujol, diretor da Escola Paulista de Defesa do Consumidor do Procon-SP.

Para ele, o produto pode não ser o ideal para aquele momento da vida da criança.

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O brinquedo deve respeitar a faixa etária da criança e ter o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), segundo especialistas ouvidos pelo R7.

Confira as dicas de segurança de Pujol e de Gustavo Kusper, diretor de avaliação da conformidade do Inmetro:

Selo do Inmetro
Verifique se o brinquedo tem o selo de certificação do Inmetro.

“Quando o brinquedo tem a marca do Inmetro, está certificado de que foi amplamente testado”, pontua Kusper.

A certificação, de acordo com ele, é a garantia de que foi verificada a presença de tintas tóxicas, se a peça possui partes cortantes ou pequenas e a adequação por idade.

“Cada faixa etária exige um tipo de teste, por isso é importante observar essa classificação.”
Gustavo Kusper, do Inmetro

Abaixo de 3 anos, segundo ele, os testes são mais rigorosos na medição de itens químicos porque a criança está na fase oral e acaba levando tudo para a boca.

“Esse contato pode soltar elementos que estão presentes no brinquedo e afetar a saúde da criança”, ressalta Kusper.

A partir de 10 anos, segundo ele, também há critérios para medir o conteúdo químico, mas menos rígidos porque nesta fase a criança não leva mais o brinquedo na boca.

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Kusper também afirma que até mesmo os brinquedos importados devem ter o selo do Inmetro.

“Todos os brinquedos, inclusive os importados, devem ter o selo do Inmetro. Para vender aqui no mercado nacional, a certificação é uma exigência. ”

Faixa etária
É a classificação por idade, segundo os especialistas, que dará toda a segurança para a criança manusear o brinquedo.

A idade da criança deve ser uma das prioridades para escolher o presente, segundo Pujol, por causa das fases de brincadeiras.

“Se ela for pequena e ganhar um brinquedo para uma criança maior, pode quebrá-lo em pedaços e deixar alguma peça com ponta colocando-a em risco”, comenta Pujol.

Mercado formal
Ambos os especialistas orientam o consumidor a comprar os brinquedos em lojas legalmente estabelecidas, do mercado formal.

“As empresas do mercado formal têm responsabilidade pelas suas atividades e passam por fiscalização. Ela fornece nota fiscal e o consumidor também pode comprovar sua compra e reivindicar seus direitos, caso perceba alguma ilegalidade”, diz Kusper.

Presentear sem estimular o consumo

Fazer um passeio ou uma viagem para alguma cidade próxima da sua cidade também são boas opções de presentes, segundo Pujol.

Para ele, além de não incentivar o consumo, proporcionam experiências agradáveis aos filhos.

“Levar a criança a outros ambientes aumenta sua perspectiva de conhecimento do mundo e mostra para ela que o prazer não se dá apenas ao ganhar um produto, mas com uma experiência também”, afirma o especialista do Procon.

Do ponto de vista psicológico, de acordo com Pujol, essas experiências criam uma memória insubstituível na criança.

“Ela não vai lembrar de todos os brinquedos que recebeu ao longo da vida, mas sim das experiências que tiveram com os pais."
Marcus Vinicius Pujol, do Procon-SP

Pujol acrescenta que quando a criança passar por um parque ou museu, por exemplo, certamente vai lembrar de algum momento que viveu com os pais ali.

Fonte: ECONOMIA Márcia Rodrigues, do R7