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Conheça os métodos disponíveis para evitar uma gravidez indesejada

Publicado dia 26/09/2019 às 12h18min
A ginecologista Ilza Maria Monteiro explica a eficácia de cada um; o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência é nesta quinta (26)

Pílula: A ginecologista Ilza Maria Monteiro, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia), explica que existem os comprimidos combinados, feitos à base de estrógeno e progestógeno, e aqueles só à base de progestógeno. Ambos devem ser tomados todos os dias e bloqueiam a ovulação. A diferença é que, no caso do combinado, a mulher para a cada quatro meses, ou seja, menstrua três vezes por ano, e, no caso do só de progestógeno, o uso é contínuo. Segundo ela a eficácia é de 99%, mas 8 em cada 100 mulheres acabam engravidando porque esquecem de tomar a pílula diariamente. "Se esquecer, pode tomar duas no dia seguinte. Se esquecer por mais dias, deve continuar a cartela até o fim, mas a pílula não protege mais até o final daquela cartela", orienta.

Implante contraceptivo: A vantagem desse método contraceptivo é que não depende da lembrança da mulher de tomar todos os dias, segundo a médica. Trata-se de um implante de progestógeno colocado por meio de anestesia local sob a pele do braço. Ao longo de três anos, vai liberando um pouco do hormônio todos os dias, que bloqueia a ovulação. Ilza afirma que 85% das mulheres vão ter diminuição da menstruação. Entre elas, 40% não vão ter mais uma gota de sangue, mas as demais irão ter um pequeno escape. "A cada dois meses sai um pouquinho", diz .

Injeção, anel vaginal e diafragma: A ginecologista ressalta que todos esses métodos, assim como a pílula, dependem da lembrança de troca, o que acaba levando à falha em sua eficácia. A injeção de hormônios deve ser aplicada mensalmente, o anel vaginal, a cada três semanas, e o diafragma, a própria mulher coloca, antes das relações sexuais.

DIU: Há dois tipos de DIU, explica a ginecologista. O DIU hormonal contém progestógeno, mas não bloqueia a ovulação. Ele serve como um tampão no útero que impede o espermatozoide de passar. Segundo Ilza, os que conseguirem furar o bloqueio encontrarão uma taxa de hormônio muito alta no útero e não conseguirão progredir. Já o DIU sem hormônio com cobre quem faz o papel do hormônio é o cobre, provocando alteração no ambiente uterino. A escolha de cada um é pessoal, diz a médica. "Quem menstrua muito deve preferir o DIU com hormônio, e quem menstrua pouco, o de cobre". A eficácia desse método é de 99%. O DIU hormonal é trocado a cada cinco anos, e o sem hormônio com cobre, a cada dez. A colocação de ambos causa desconforto, mas é feita em poucos minutos, afirma Ilza.

Preservativo feminino: Feito de poliuretano, um plástico macio mais fino que o látex, material do preservativo masculino, pode ser colocado na vagina pela própria mulher bem antes da relação sexual. A vantagem é que dá independência à mulher. A desvantagem é que fica visível e faz barulho durante o ato, segundo a ginecologista. Sua eficácia é a mesma do preservativo masculino, em torno de 80%.

Preservativo masculino: A desvantagem é que a mulher depende do homem para utilizá-lo. A vantagem é que, além da gravidez, previne doenças sexualmente transmissíveis. Segundo a ginecologista, a eficácia é de 80%. Os riscos de falha consistem na camisinha furar ou ser mal colocada e escapar durante o ato sexual.

Pílula do dia seguinte: Não é um método contraceptivo, mas sim um comprimido de emergência que não pode ser utilizado com frequência. A médica explica que utilizá-lo com frequência não faz mal ao corpo da mulher, mas compromete a sua eficácia. A pílula do dia seguinte, quando necessária, deve ser tomada até três dias depois do coito desprotegido. Quanto antes, maior a sua eficácia. Ilza explica que o medicamento atrapalha a ovulação, não interferindo quando o embrião já está formado. "Não é abortivo", afirma.

Coito interrompido: Não é considerado um método seguro de evitar a gravidez. A taxa de eficácia é de menos 50%. "É como jogar uma moeda para cima", diz a médica. A ginecologista ressalta que 51% das gestações no país não são planejadas e o Brasil tem um alto índice de gravidez na adolescência. São 71 gestações em cada mil adolescentes, o que representa um dos maiores índices da América Latina. Entre as adolescentes, 80% das gestações não são planejadas.

 

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Fonte: Deborah Giannini, do R7