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As verdades sobre a maternidade real incomodam muita gente

Publicado dia 13/05/2019 às 11h46min | Atualizado dia 13/05/2019 às 11h47min
De Hilary Duff a Samara Felippo, declarações sinceras sobre as dificuldades que nascem com os filhos geram revolta em quem prefere viver na fantasia

Samara Felippo causou um fuzuê nas redes sociais nas últimas semanas ao declarar que amava as filhas, mas não era assim tão apaixonada pela maternidade.

"Eu amo minhas filhas! Mas não amo tanto ser mãe (Boom! Polêmica?). E eu amo ter coragem de falar isso! Eu amo não sentir mais culpa! (Estou em processo)", escreveu.

 

Hilary Duff avisou que ia encerrar o processo de amamentação da filha caçula, Banks, fruto de seu relacionamento com Mike Comrie, por uma razão que toda mãe que volta ao batente depois de parir conhece bem...

“Semana passada foi minha última amamentando. Sou uma mãe de duas crianças que trabalha. Por isso, meu objetivo era chegar aos seis meses e depois decidir se eu e minha filha, claro, queríamos continuar. Mas deixa eu te dizer uma coisa: tirar leite no trabalho é uma droga”, admitiu. 

Nos dois casos, o tribunal da internet não poupou as mães de críticas, como se o exercício da maternidade pudesse ser julgado por alguém além das próprias envolvidas. Por outro lado, esse posicionamento contra a idealização do papel de mãe encontra eco exatamente em muitas outras mulheres, que se sentem culpadas por não curtir o pacote completo, que exige abdicar de inúmeros outros prazeres, de ler um livro sossegada a tomar um chopinho com as amigas. 

Samara Felippo tem se tornado uma voz forte na briga pela #maternidadereal,  hashtag que tem servido para agregar histórias que batem de frente com a essa visão fantasiosa do papel de mãe. Samara é mãe de duas meninas Alícia e Lara Barbosa e voltou a tocar no assunto nesta sexta-feira (17).

"Nas últimas semanas, me surpreendi com a repercussão que a declaração real de uma mãe pode causar. Uma declaração sincera, porque pra mim maternidade tem que ser sincera. Fico imaginando se fosse um pai, apesar de não conseguir imaginar uma declaração vinda de um pai. Com suas raras excessões. Cheguei a ler coisas tão absurdas em torno do meu sentimento que fiquei pensando se devia mesmo sentir. E sinto!! E se posso falar, eu falo!! Porque sei que vou aliviar o peso e a culpa de muitas que maternam como eu, e outras tantas com demandas muito mais pesadas que as minhas", escreveu. 

 

A atriz, no entanto, fez uma ressalva. "Li uma matéria numa coluna de maternidade de um importante jornal que me apoiava e tinha toda a empatia, mas tinha uma passagem que dizia assim: 'E não gostar desse novo papel que você ocupa na sociedade e na sua própria existência é um sofrimento que pode ser pra sempre'.Em que momento eu disse que sofro? Eu não posso simplesmente detestar determinadas funções e amar consideravelmente outras?"

Samara pontuou que o problema é que só se fala da plenitude, dos frusfrus, do rosinha e do azul e da benção de ter filho. "Se eu não comemoro uma data comercial eu não amo minhas filhas? Queria achar lógica nesse padrão que nos impuseram! Isso deve ser pra quem vê a mãe uma vez por ano, aí comemora. Só pode." E desejou: "Feliz dia não... feliz vida para todas nós e para nossos filhos!"

Já Hilary me lembrou dos dias de 'ordenha', que tinha de fazer no banheiro de onde trabalhava para poder nutrir meus bebês enquanto eu ficava ausente. Sim, é uma situação horrível, mas era o único jeito de tirar leite e garantir as mamadas com leite materno por no mínimo seis meses, já que a licença maternidade termina antes desse prazo. 

“Eu geralmente estava tirando leite enquanto quatro outras mãos faziam meu cabelo e maquiagem, além de ter várias pessoas ao redor. Se eu pudesse ter ao menos privacidade, mas não é nem considerado tirar um intervalo. Além disso, você tem seus mamilos sugados de forma agressiva por uma máquina que fez um barulho chato que ecoa na sua cabeça dia e note (eu juro que tive longas conversas com esta máquina à meia-noite e 3h da madrugada)”, contou .

Outro problema compartilhado pela atriz foi sobre a dificuldade de encontrar um lugar apropriado para manter o leite refrigerado e também as mamadeiras esterilizadas. volume. “Eu sou muito sortuda e agradecida por ter podido amamentar minha filha por seis meses, mas eu precisava de um tempo. Eu estava quase me destruindo. Eu me sentia triste, frustrada e que havia falhado. Quando, na verdade, eu sou uma ótima mãe”, completou.

É isso: não aceite o julgamento de ninguém sobre o exercício da sua maternidade. 

Fonte: BLOG DA DB Do R7