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Chapecoense fecha 6 acordos trabalhistas com familiares de vítimas da acidente aéreo

Publicado dia 08/05/2019 às 20h31min
Valor total das indenizações chega a R$ 19 milhões, segundo Tribunal Regional do Trabalho. Em novembro de 2016, 71 pessoas morreram após avião cair na Colômbia.

A Chapecoense fechou mais seis acordos com familiares de vítimas do acidente aéreo que deixou 71 mortos em novembro de 2016, divulgou o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC). A audiência ocorreu na segunda-feira (6). Ao todo, 27 ações trabalhistas foram feitas e 13 delas foram resolvidas.

O valor das indenizações chega a R$ 19 milhões e será pago em parcelas de até 120 meses. Como os processos ocorrem em segredo de Justiça, os nomes dos familiares e o parentesco com as vítimas não foi revelado pelo TRT-SC.

A aprovação dos acordos foi realizada pelo juiz Carlos Frederico Carneiro, da 1ª Vara do Trabalho de Chapecó, no Oeste catarinense.

 

Primeiro acordo

 

A Chapecoense fez o primeiro acordo trabalhista relacionado ao acidente com os pais do jogador Dener Assunção Braz. O acerto ocorreu em maio de 2018. O clube irá pagar uma indenização de R$ 60 mil por danos morais. A decisão foi dada pela 1ª Vara do Trabalho de Chapecó. A ação pedia ainda pensão vitalícia pela morte do atleta. Os pais alegaram que ele contribuía para o sustento deles.

Dener morreu aos 25 anos, deixando mulher e um filho de 2. Ele iria se casar com a companheira na semana seguinte ao acidente.

 

Ações cíveis

 

Na segunda, a Chapecoense informou que fechou acordo das ações cíveis com 20 famílias. O valor gira em torno de R$ 14 milhões e foi parcelado, segundo Paulo Ricardo Magro, diretor financeiro do clube. No total, a Chape foi alvo de 43 ações cíveis após o acidente e conseguiu resolver quase metade.

 
Mapa mostra local do acidente do voo com time da Chapecoense — Foto: Editoria de Arte/G1Mapa mostra local do acidente do voo com time da Chapecoense — Foto: Editoria de Arte/G1Mapa mostra local do acidente do voo com time da Chapecoense — Foto: Editoria de Arte/G1

 

Acidente

 

A aeronave da empresa LaMia que levava a equipe da Chapecoense para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana saiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín, na Colômbia, mas caiu pouco antes de pousar no aeroporto José María Córdova.

O acidente causou a morte de 71 pessoas, entre jogadores, dirigentes, funcionários, convidados, jornalistas e membros da tripulação. O zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o goleiro Follmann foram os únicos atletas que sobreviveram. Além deles, o jornalista Rafael Henzel também foi encontrado com vida. Ele morreu no fim de março, vítima de infarto enquanto jogava futebol.

A investigação das autoridades concluiu que a queda da aeronave foi motivada por falta de combustível. Funcionários aeroportuários e de aviação civil e da LaMia foram apontados como culpados por graves falhas técnicas.

 

Relatório

 

Em 27 de abril do ano passado, a Aeronáutica Civil da Colômbia divulgou o relatório final sobre o acidente. A conclusão mostrada no documento é que faltou combustível para chegar a Medellín e que a empresa aérea LaMia fez gestão de risco inadequada.

Entre as principais conclusões apresentadas estão:

 

  • 40 minutos antes do acidente, o avião já estava em emergência e a tripulação nada fez. Houve indicação, luz vermelha e avisos sonoros na cabine. "A tripulação descartou uma aterrissagem em Bogotá ou outro aeroporto para reabastecer", diz o documento.
  • o controle de tráfego aéreo desconhecia a "situação gravíssima" do avião.
  • a tripulação era experiente, com exames médicos em dia.
  • o contrato previa escala entre Santa Cruz e no aeroporto de Medellín, mas a empresa planejou voo direto.
  • a LaMia estava em situação financeira precária e atrasava salários aos funcionários. A empresa sofria de desorganização administrativa.
  • a LaMia não cumpria determinações das autoridades de aviação civil em relação ao abastecimento de combustível. Quando foi apresentado o relatório preliminar, já havia sido destacado que o piloto estava consciente de que o combustível que tinha não era suficiente. O piloto, Miguel Quiroga, “decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro", onde o avião caiu.
  • a Colômbia deve melhorar controles sobre voos fretados.
 
Acidente com avião da Chapecoense — Foto: Alexandre Mauro e Wagner M. Paula/G1Acidente com avião da Chapecoense — Foto: Alexandre Mauro e Wagner M. Paula/G1Acidente com avião da Chapecoense — Foto: Alexandre Mauro e Wagner M. Paula/G1
Fonte: Por G1 SC

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