‘Nós estamos em uma semana decisiva’, diz Kalil sobre a alta do número de casos de Covid-19 em Belo Horizonte

‘Nós estamos em uma semana decisiva’, diz Kalil sobre a alta do número de casos de Covid-19 em Belo Horizonte

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), deu uma semana de prazo para definir se a cidade voltará a fechar parte do comércio por causa da alta no número de casos de Covid-19. Até agora, 62.286 pessoas ficaram doentes na capital. Destas, 1.846 morreram.

No momento, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 está em 79% nesta quarta-feira (30), o que significa alerta vermelho para as autoridades municipais.

“Nós estamos em uma semana decisiva. Nos preocupa muito a ocupação de leitos. Não teremos menor receio de fechar a cidade”, disse o prefeito após reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 realizada nesta quarta-feira (30).

Só em dezembro, o número de casos confirmados de Covid-19 aumentou 13,7%. Saiu de 54.754, em 1º de dezembro, para 62.286, em 29 de dezembro. E o de mortes aumentou 11%, de 1.662 para 1.846.

A taxa de ocupação de leitos de UTI dobrou, de 39,16% para 79%. No caso dos leitos de enfermaria, subiu de 41,9% para 63,8%. Com um detalhe: até 18 de dezembro, a prefeitura considerava leitos não-Covid que poderiam ser revertidos em unidades de atendimento a pacientes com a doença para calcular a taxa de ocupação.

Desde então, a PBH mudou a metodologia de divulgação de dados e passou a levar em conta o número real de leitos disponíveis para Covid-19. Se forem considerados os pacientes internados em terapia intensiva no período, o número aumentou de 290 para 420. Já nos leitos de enfermaria, o número de pacientes internados subiu de 717 para 890.

Apesar disso, a taxa de transmissão por infectado, que estava acima de 1 desde 9 de novembro, caiu na última segunda para 0,96 e ficou em 0,95 nesta terça. Isso quer dizer que, cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 95, o que indica desaceleração.

De acordo com o prefeito, a queda na taxa se deve ao período de férias, já que muitas pessoas deixaram a cidade.

“Sabemos que Belo Horizonte é um exportador de turistas. Não é importador. Então cai o movimento neste período. Mas a situação é grave. Nós estamos na praia. A vacina está chegando. Depois de nadar tanto, não vamos morrer na praia”, disse ele.

Ocupação preocupante nos hospitais de referência da capital

Hospital Eduardo de Menezes

  • CTI: 84%
  • Enfermaria: 92%

Hospital Júlia Kubitschek

  • CTI: 77%
  • Enfermaria: 57%

Santa Casa

  • CTI: 95%
  • Enfermaria: 86%

Hospital Risoleta Neves

  • CTI: ocupação de 91%
  • Enfermaria: ocupação de 92%

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