PF realiza ação em Minas Gerais para combater fraude em álcool gel usado para prevenir Covid-19

PF realiza ação em Minas Gerais para combater fraude em álcool gel usado para prevenir Covid-19

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta terça-feira (1º), quatro mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e em São José da Lapa, na Região Metropolitana, contra fornecedores de álcool gel para prevenir a Covid-19. Segundo as investigações, o produto distribuído pode não ter a eficácia comprovada e a corporação investiga suspeita de crime contra a saúde pública.

As apurações tiveram início em agosto, em Porto Alegre (RS), após a PF daquele estado ter identificado, por meio de perícia, que o álcool gel comprado para uso na corporação estava em desacordo com as exigências medicinais.

Segundo a PF, como os fornecedores têm sedes na capital mineira e em São José da Lapa, a apuração passou a ser feita pelos policiais em Minas Gerais por causa da desigualdade de informações entre as especificações técnicas de rotulagem e a eficácia do produto.

“Essa substância foi submetida aos laboratórios da Polícia Federal, que constataram que esse material estava adulterado. O que significa isso? Significa dizer que ao invés de álcool 70%, nós tínhamos um álcool que continha água e outros produtos químicos que, ao final, era imprestável para o combate ao coronavírus. Então comprou-se um produto para higienização contra o coronavírus e esse produto não se prestava pra isso, tamanha a adulteração. Invés de álcool 70%, nós estamos falando de álcool, em torno 20%, 20 e poucos por cento. E hoje juntamente com técnicos da Anvisa, a Polícia Federal cumpriu 5 mandados de busca e apreensão, na empresa que fabrica, na distribuidora e na residência de 3 responsáveis por essas empresas pra angariar material que possa comprovar. Além desse fato que já está praticamente comprovado, ver também a extensão dessa fraude, saber quem mais comprou esse produto, órgãos públicos ou privados, que naquele calor, naquele anseio de ter o produto rapidamente em, mãos, compraram Brasil à fora grande estoques e que acabaram levando gato por lebre”, disse o delegado Carlos Henrique Cotta D’angelo.

Os mandados foram expedidos pela 35ª Vara Criminal da Justiça Federal em Belo Horizonte e a ação policial é feita conjuntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Vigilância Sanitária da Prefeitura de Belo Horizonte (Visa).

Se constatada a infração penal, os envolvidos podem responder pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e pelo crime de estelionato, as penas podem chegar a 15 e 7 anos de prisão, respectivamente.

FONTE: G1.COM

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