Coronavírus: 350 mil mineiros tiveram que ficar em isolamento total em casa até recuperação

Coronavírus: 350 mil mineiros tiveram que ficar em isolamento total em casa até recuperação

Até esta quarta-feira (18), Minas Gerais já teve 387.751 casos confirmados de coronavírus, dos quais 9.605 acabaram em morte. Foram 2.324 casos a mais – e 74 registros novos de mortes nas últimas 24 horas.

Ao todo, 350.112 mineiros já tiveram que ficar em isolamento domiciliar, à espera da recuperação de infecção por Covid-19, desde o início da pandemia. Outros 37.639 tiveram o quadro mais grave da doença e precisaram de internação hospitalar.

Dentre os pacientes infectados pela Covid-19, 20.683 seguem em acompanhamento, internados ou em isolamento domiciliar. E 357.463 mineiros são considerados “recuperados” da doença, ou seja, são pessoas que receberam alta hospitalar e/ou cumpriram isolamento domiciliar de dez dias e estão há 72 horas assintomáticos e sem intercorrências.https://4f79dcf13b2f9bcf3871af4bf4818dee.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Só 1 dos 853 municípios de Minas Gerais segue sem casos da doença: Cedro do Abaeté. É a única cidade sem Covid-19 no Brasil neste momento.

Perfil dos pacientes

A maioria dos pacientes que morreram com a Covid-19 em Minas Gerais era de homens: 57% do total. E idosos: 80% têm mais de 60 anos. Dos óbitos, 41% são de cor branca e 44% de cor parda. Além disso, 75% dos óbitos ocorreram em pacientes que já tinham fatores de risco, principalmente cardiopatia, diabetes e pneumopatia.

Outros fatores de risco registrados foram doença renal, transtornos mentais, doença neurológica, tabagismo, neoplasia, hipotireoidismo e doença genitourinária.

Preocupação em Belo Horizonte

Belo Horizonte alcançou, nesta segunda-feira (16), a maior taxa de transmissão do novo coronavírus desde o dia 3 de julho. Naquele momento, há mais de quatro meses, a taxa, conhecida como Rt, estava em 1,13 – a mesma registrada nesta segunda, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde. Nesta terça (17), o Rt foi para 1,12.

O Rt é o número médio de transmissão por infectado. Ou seja, quando ele está em 1, significa que uma pessoa contaminada pelo novo coronavírus tem potencial para infectar, em média, uma pessoa. Ou seja, o Rt 1,13 significa que 100 pessoas doentes podem infectar outras 113.

Passando de 1, o Rt entra no nível de alerta “amarelo”, no indicador usado pela prefeitura para decidir se vai manter o comércio da cidade aberto ou não. Acima de 1,20, o alerta é “vermelho”. Os outros dois indicadores são as taxas de ocupação de leitos de enfermaria e de UTI, que, no momento, estão em alerta “verde”.

Até o momento, o pior Rt registrado na capital mineira foi no dia 29 de maio: 1,24.

Esse índice de transmissão funciona como um guia, permitindo que o Comitê de Enfrentamento da Covid-19 antecipe ações para evitar mortes e o caos no sistema público de saúde. Quando o número cresce, a gravidade dos casos só é percebida cerca de 15 dias depois, com o aumento da ocupação nos leitos – que hoje ainda está baixa.

“Existe relação clara de causa e efeito. Primeiro aumenta o Rt, que mostra que há uma circulação viral maior, e, depois, isso impacta na saturação de hospital, tanto em enfermaria quanto em CTI. Porque, com uma maior circulação viral mostrada pelo Rt você tem mais adoecimento e, com isso, tem mais internações e, mais grave, vai ter mais mortes”, disse o infectologista Estêvão Urbano, que faz parte do comitê.

Na tarde desta terça-feira (17), o comitê de enfrentamento da Covid-19 se reuniu com o prefeito Alexandre Kalil (PSD), para discutir o crescimento de casos na cidade. A capital mineira já teve 51.494 pacientes infectados pela Covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 1.580 morreram.

Segundo o infectologista, neste momento ainda não deve haver fechamentos na cidade:

“Nós queremos dar uma oportunidade para as pessoas se reconscientizarem da importância do papel delas enquanto cidadãs no controle da pandemia. (…) Obviamente o futuro é o futuro, vai depender do comportamento das pessoas.”

Taxa ainda não preocupa, diz prefeitura

Procurada pelo G1 para comentar sobre o aumento da taxa de contágio na cidade, a Prefeitura de Belo Horizonte respondeu, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, que, “nos últimos meses, o Rt tem apresentado um ciclo de aumento e redução, quase que semanalmente. Além da dinâmica própria de difusão da pandemia, que está longe de ser constante, a quantidade cada vez menor de infectados faz com que as oscilações em pequenos números gerem maior impacto no indicador de transmissão”.

A pasta destacou, no entanto, que “o valor de Rt ainda está oscilando em torno de 1,00 e dentro da faixa considerada aceitável”. Acima de 1,20, a taxa passa a ser preocupante para a capacidade de resposta da prefeitura. “Deve-se recordar que o valor de Rt próximo a 1,00 aponta para a tendência de estabilidade no número de novos casos na cidade”.

A prefeitura disse ainda, por meio da secretaria, que a preocupação vai ocorrer se o indicador permanecer durante muito tempo acima de 1,00, ou se passar de 1,20. Isso “provocaria um crescimento no número de casos mais graves e, consequentemente, pressão sobre a infraestrutura de saúde”. Atualmente, segundo a secretaria, a taxa de contágio não está refletindo em pressão nos leitos disponíveis.


“Os indicadores permanecem em monitoramento constante. Qualquer agravamento que comprometa a capacidade de atendimento será tratado da forma devida, com o objetivo de preservar vidas”, finalizou a secretaria em sua resposta.

FONTE: G1.COM

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